Ginkgo biloba é afrodisíaco? O que as evidências mostram
O Ginkgo biloba é vendido em suplementos e, às vezes, divulgado como “afrodisíaco”. Mas essa promessa é mais forte do que a evidência disponível: até agora, os estudos não permitem afirmar que ele aumente o desejo sexual ou melhore a resposta sexual de forma confiável para todas as pessoas.
Uma revisão sistemática publicada em 2021 analisou cinco ensaios clínicos, com 475 participantes. Dois estudos com mulheres na pós-menopausa apontaram possíveis benefícios. Já três estudos com pessoas que apresentavam dificuldades sexuais associadas ao uso de antidepressivos não encontraram diferenças significativas. Os resultados são limitados e não conclusivos; os autores pedem mais pesquisas. A busca da revisão foi feita até março de 2020.
Por isso, os resultados não justificam chamar o Ginkgo de afrodisíaco comprovado nem recomendá-lo como tratamento geral para baixa libido ou outras dificuldades sexuais. A situação de cada pessoa merece ser avaliada individualmente.
E quanto à segurança?
Suplementos costumam usar extrato das folhas de Ginkgo. Segundo o NCCIH, centro de saúde complementar dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, os efeitos adversos mais comuns incluem tontura, dor de cabeça e desconforto gastrointestinal. O Ginkgo também pode aumentar o risco de sangramento em pessoas que usam anticoagulantes, como a varfarina, e pode interagir com outros medicamentos.
O uso pode ser inseguro durante a gravidez; há pouca informação sobre a segurança durante a amamentação. Se você toma medicamentos, está grávida ou amamentando, converse com um profissional de saúde antes de usar o suplemento. Não interrompa nem altere um tratamento por conta própria.
Se uma mudança no desejo ou na resposta sexual causa preocupação ou persiste, procure orientação profissional. E, se ela começou após o início de um medicamento, converse com quem o prescreveu antes de fazer qualquer mudança.
Em resumo: há alguns sinais de benefício em estudos pequenos com mulheres na pós-menopausa, mas a evidência ainda é insuficiente para considerar o Ginkgo um afrodisíaco confiável ou um tratamento estabelecido para dificuldades sexuais.