A progesterona faz parte dos hormônios que controlam o ciclo menstrual, estão presentes em medicações para prevenir e tratar a ameaça de aborto, tratamento do sangramento uterino anormal e nos anticoncepcionais.

Que hormônio é esse:

Progesterona é um hormônio sexual natural secretado pelos ovários. Ela interage com receptores específicos no sistema reprodutivo, na glândula mamária e no sistema nervoso central.

Progesterona e progestinas (substâncias com estrutura e efeito similar a progesterona natural) tem sido usadas por décadas em anticoncepcionais hormonais, como tratamento de sangramentos na gravidez, como parte do tratamento dos sintomas da menopausa, sangramento uterino anormal e amenorreia secundária (falta de menstruação por mais de 3 ciclos/ano).

Além disso, nos último 30 anos, as progestinas tem sido também usadas no tratamento de endometriose, de tumores sensíveis a hormônios e, nos últimos 15 anos, em técnicas de reprodução assistida.

Toda essa gama de efeitos e usos clínicas ocorre graças a interação da progesterona e seus receptores localizados na membrana, mitocôndria e núcleo celular.

Sem querer assustar, mas para confirmar a complexidade dos efeitos e interações das progesteronas observe a variedade de receptores de progesterona e suas localizações nas células.

receptores de progesterona nas celulas

Nem todas as progesteronas são iguais, eles diferem de acordo com sua origem, assim como pela afinidade por receptores progestogênicos, androgênicos, glicocorticoides e mineralocorticoides.

Classificação:

Efeitos da progesterona:

Os principais efeitos farmacológicos da progesterona são:

Como vimos anteriormente, são vários tipos de progestogenios, e claro, a ação nos receptores muda conforme sua classificação:

Dando nomes as progesteronas e seus efeitos podemos dizer que a progesterona natural e um de seus derivados, por exemplo a drosperinona, tem atividade antimineralocorticoide, ou seja, estimula a filtração renal e a eliminação de urina, o que provoca um efeito benéfico na pressão sanguíne.

O dienogeste, usado na endometriose, não tem nenhum efeito androgênico, portanto não influencia negativamente o metabolismo da glicose e das gorduras, tem efeito direto das células do endometrio (parte interna do útero, formada basicamente de glândulas).

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